Rodrigo Brand | Ana
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Ana

 

Ai… a Ana, que doçura de menina. Deixe-me te falar da Ana, Aninha! para os íntimos. A “Aninha” era assim: quase um poeminha de tão linda. Tinha alma de passarinho: acordava cedo, levantava da cama sem fazer barulho algum, leve, levinha, como uma pluma. Cantava, baixinho, suave, pra si própria, era de encher o coração. Tão linda. Sensível. Chorava. Às vezes de tristeza, às vezes de alegria, sempre por causa de alguma emoção, ali, transbordando. Sim, a Ana transbordava. Era um copo cheio. Ah, a Ana. Deixa eu te falar do corpo da Ana. Nada desse corpo de academia não. A Ana era macia, gostosa de tocar, melhor que travesseiro entre as pernas. A pele… arrepiava por qualquer coisinha, era só falar no pé do ouvido, coisa mais linda. Mas o melhor era o calor. Porque a Ana era friorenta, sempre sempre com frio, mas igual fogão a lenha. Depois que esquentava… que brasa, cozinhava a gente devagarinho, no fogo baixo. Um amor. Mais delicada do que uma margarida. A noite chegava e ela dormia, sentadinha na janela vendo o sol baixar. Eu carregava ela pra cama e ela gemia, pedia pra ficar, queria ver a lua. Nunca me esquecerei da Ana… da Camila, da Daniela, da Maria, da Flávia, da Fabíola, da Bianca, da Carina, da Thais, da Fernanda, da Jeana, da Juliana, da Carolina, da Amanda, da Larissa, da Lorena, da Luciane, da Sabrine, da Luna, da Vanessinha, da Lívia, da Marcella, da Marina, da Paula, da Natalia, da Polyana, da Priscilla, da Renata, da Roberta, da Silvana, da Sophia, da Tamy, “Tamyzinha”, da Tatiane, da Viviane… da falta! que você me faz. Do amor que você me traz.

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