Rodrigo Brand | [ Os dias ]
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[ Os dias ]

 

Segunda ela me acorda para o trabalho

Me empurra da cama com os olhos ainda cerrados

Não faz o meu café e nem me beija

Fecha a porta sem dizer adeus

 

Terça… eu abro os olhos para sequer encontrá-la

Fico ali, parado, encarando a rua pela janela

Vendo fantasmas em cada um que passa

Aonde será que ela está?

 

Na quarta ela me aparece no meio da tarde

Precisa de algo,

A cabeça e o coração em outro lugar,

Sai, sem dizer se vai voltar

“Piranha!”, meu coração ferve, machucado

 

Quinta sou um homem livre

Quero encontrar quem me faz bem

Ela, surge, no meio da noite, sedutora e ébria

Veste pouca roupa, me beija, rindo pelo canto da boca

Confesso… que não sei o que fazer

 

Na sexta ela amanhece

Nua, ao meu lado

Não me deixa sair da cama

Me torce! De dentro para fora

Faz o que bem quer

 

Sábado é carinhosa

Ri das minhas piadas

Aceita meus afagos

Dorme, cândida, sobre meu corpo nu

 

Domingo ela é minha mulher

Me afaga, faz juras de amor

E me prepara o café…

 

Mas sei,

Que nenhum Domingo é para sempre

Que amanhã é outro dia

E que ela, outra mulher.

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